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A obra de Anna Barros permeia técnicas diversas tendo passado pela gravura, pintura, escultura com instalações, mas hoje coloca-se no veio da Arte e Tecnologia.
INSTALAÇÕES SELECIONADAS
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| 1988 |
Nutrir-to-Nourish
13º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
Museu de Arte Contemporânea de Campinas |
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| 1990 |
Luzgar - Lugares de muy vivir
Museu de Arte Contemporânea da USP - MAC - São Paulo |
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Luzgar faz parte dos espaços rituais do arquétipo do feminino, aqui trazendo o início de uma cidade, uma praça, onde as formas tridimensionais estão associadas à função de abrigar. A instalação utiliza pintura, escultura, monotipia de borracha e vídeo, em uma inter-relação espacial e semiótica. Formas-abrigo relacionam-se com a forma em látex de borracha, referente ao corpo humano. Dentro de uma das formas-abrigo está a projeção de um vídeo de cabelos, em close-up, mais uma trama pictórica em luz, cuja variação de cor ilumina um tubo de aço por onde se penetra, engatinhando, no abrigo. Toda a instalação induz o visitante a pesquisar sua percepção pela escala e pelos gestuais exigidos para sua visitação. |
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| 1990 |
Fogo-Facto
Museu de Arte Moderna de São Paulo |
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Uma rosácea de quatro pontas em hexágonos de cera cercam uma forma-pirâmide criada pela montagem de quatro lâmpadas em luz cor de rosa, com 2,40m de altura.
“Árvore, pirâmide, tronco-pilar, umbigo da terra, ponto de encontro dos homens, centro geométrico, fogo comunal..., nessa peça retoma-se o arquétipo do centro irradiador de vida, que confere ordem às coisas, iluminando-as e organizando-as ao seu redor. Atualização de um mito feminino primordial, a luz rósea evapora-se ao sofrer o impacto da escuridão, não sem antes demarcar nitidamente um espaço cálido e impalpável que se derrama sob o piso translúcido de parafina e que progride infinitamente pelos seus vértices. Uma fonte a verter continuamente sua seiva de luz e cor: matérias primas das imagens, alimento essencial da psique humana.”
Agnaldo Farias, 1990, Catálogo da Exposição. |
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| 1991 |
Encubando Ypês
Homenagem aos 100 Anos da Paulista
Galeria Sesc-Paulista- São Paulo
Exposição com Prêmio de Comunicação e Arte da APCA |
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| 1992 |
Pele
A Sedução dos Volumes - Os Tridimensionais do MAC- Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo |
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Pele - latex de borracha, originariamente parte da instalação Luzgar-Lugares de muy vivir. É moldada sugerindo a forma humana, inspirada no Balzac de Rodin. |
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| 1993 |
Pretty Baby
Pinacoteca do Estado de São Paulo |
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As fotos da artista menina e de uma menina de rua, montadas em backlight, estão colocadas frente a frente dos lados de uma mesa em arílico, em cujo centro perpassa um tubo de luz de cor rosa. A mesa está apoiada em uma forma cilindrica de parafina iluminada pelo tubo de luz que a penetra. Todo o conjunto está cercado por pétalas de rosa vermelhas que foram ritualmente sobrepostas durante a exposição.
O problema das meninas de rua,na época, abundantes ao redor da Pinacoteca, inspirou a instalação e a idéia de estedendê-la em outra instalação na estação Luz do Metrô. |
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| 1993 |
Menina Bonita
Pinacoteca e Metro LUZ. |
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Pretty Baby-Menina Bonita surgiu de miha revolta com a situação de milhares de meninas mantidas como escravas sexuais e, por extensão, com a inibição da liberdade humana, à qual a arte tem servido através dos séculos. A intenção é de que esses sentimentos assumam uma forma poética, por meio de uma ocupação de espaço, onde a luz-cor predomina. A cor rosa-avermelhada remete à luz vermelha que tem sido uma chamada a lugares de prostituição. Essa conotação subjaz na ênfase dada às qualidades perceptivas do espaço, trazidas pela densidade luminosa, que o modela sensível e sensualmente. |
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| 1995 |
Lumen-Essência
Galeria Nara Roesler |
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A instalação consta de placas de parafina como suporte para asas de borboletas azuis alternadas com tubos de fluorescente azul. A cor das asas funciona como uma foto holográfica mudando do verde para o azul conforme se caminha pelo espaço da obra. A intensidade luz-cor é o que busco na desmaterialização do espaço, ela é tão forte que chegou a tingir a parede da loja fronteira à galeria. Essa intensidade colorida proporciona uma vivência emocional diferente determinada por cada cor.
Lumen-essência é uma instalação iridescente.Um trilho feito de luz. entre as luzes, circulos de parafina sustentando asas coladas de borboletas azuis. Natureza morta que conserva a luz. A vida continua. Grande e deslumbrante variedade de cores azuis há nas asas das borboletas. O brilho das asas azuis briga com o azul das lãmpadas fluorescentes. As luzes também conversam. Brigam e se reconciliam. Essa instalação de anna Barros é, acima de tudo, linda. Simplesmente bela. É um passeio pela sensibilidade, acordando os sentidos do esquecimento. Lucia Santaella. |
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| 1996 |
Canto-Chão
Doze Artistas Pesquisadores da ANPAP
Paço das Artes - São Paulo |
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Canto-Chão reflete quatro anos de reflexão intensa sobre as qualidades perceptivas inerentes à arte que se atualiza em tempo e espaço reais, durante a pesquisa para meu doutoramento, e faz uma tentativa de ampliar a percepção visual com a auditiva.
Nessa instalação o canto de uma sala é ativado, lembrando o dizer de Bachelard " ...cada canto em uma casa, cada ângulo em uma sala, cada centímetro de espaço isolado onde gostamos de nos esconder, é um símbolo de solidão para a imaginação; isto é, um germen para uma sala ou para uma casa." (1964:137).
Apodero-me do nome de um tipo de música sacra, onde era proibido sentir sensorial e sensualmente.
O material principal é a luz (lâmpadas mini-fluorescentes), estruturada num responsório com um material translúcido (papel de arroz) e outro altamente refletor (folha de ouro). A sensualidade textural continua importante em minha expressão plástica.
As formas hexagonais são lembranças de outros espaços do imaginário, por mim criados, e carregam em si significados arquetípicos.
O som surge do caminhar do visitante pelo espaço gerado (eletronicamente) no tempo presente, e não advindo de gravação. |
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| 1996 |
Como Pegar um Saci-Si
stills de animação computadorizada em 3D - Duratrans e caixas de luz
Valu Oria Galeria de Arte, São Paulo |
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A tradução intersemiótica dessa lenda deu-se em uma animação computadorizada. Formas que giram sobre seu próprio eixo como o redemoinho, e a cor vermelha, foram os elementos escolhidos na animação para presentificar o Saci. Dentro do universo do imaginário, esses elementos adquiriram vida própria, muito além de uma simples metáfora. |
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| 1998 |
Sombragar
Valu Oria Galeria de Arte
(texto de apresentação Berta Sichel); |
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Duas placas de acrílico com 2mx0,02m desenhadas com ponta seca e colocadas em cantos da sala, afastadas da parede, com iluminação especialmente calculada, projetam o desenho no ar em terceira dimensão. No centro da sala, peneiras de bater grãos de café superpostas guardam um ponto de luz vermelha. O arranjo refere-se a maneira como se caça Saci na lenda brasileira. O sentido da instalação se completa pelo trabalho em animação computadorizada em 3D Max, Saci-Si, mostrado na sala ao lado, em stills montados em back light.
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| 2000 |
Como criar borboletas azuis |

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Como criar borboletas azuis apresenta um trocadilho com a palavra criar, tomada em seu sentido relativo ao ato de projeto e produção da arte e aos procedimentos necessários para a obtenção de borboletas de verdade, cujas asas são usadas para decoração de souvenirs para turistas estrangeiros. A tonalidade azul brilhante das asas, determinou o emprego de lâmpadas verdes e azuis no ambiente, que ao incidirem sobre dezesseis círculos pregados à parede, preenchidos com asas de borboletas azuis verdadeiras, sugerem a existência de hologramas das imagens apresentadas. São asas verdadeiras de borboletas tão reais quanto imóveis, contrastando com as borboletas em vôo real e contínuo, porém no espaço virtual da tela de um computador. O ambiente seguinte, luminado por luzes verdes, contém um receptáculo de vidro com casulos, que durante a vigência da exposição deverão permitir que os visitantes testemunhem o surgimento das borboletas, integrando ao conjunto da obra uma criação stricto sensu de borboletas azuis. Maria Izabel Branco Ribeiro, diretora do MAB-FAAP. |
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| 2000 |
SCSC- Quatro Instalações:
Sombragar, Como Criar Borboletas Azuis, Canto-Chão, Sueda
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Galeria do Conjunto Cultural da Caixa, Brasília
texto de Maria Izabel Branco Ribeiro e texto de Evandro Salles |
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| 2002 |
Saci-Saci - animação computadorizada em 3D
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Virgin Territory no The National Museum for Women in the Arts - Washington DC, USA
texto de Berta Sichel |
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| 2006 |
O vaivém da luz
Stills e a instalação Suroh.
Centro Cultural São Paulo
texto de apresentação de Maria Izabel Branco Ribeiro; |
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Há muitos anos cada vez que tenho que preparar um still para documentar minhas animações, percebo como eles necessitam ser retrabalhados em termos de luz pois a imagem em movimento tem outras características visuais.
Elas têm um desencadear rápido de 30 frames/segundo tempo para o cérebro gerar a sensação de movimento, enquanto que um still fica à disposição da visão por tanto tempo quanto for necessário para sua observação cuidadosa ou prazerosa.
A maneira como as imagens paradas passam a ser visualizadas depende de ações do sistema visual diferentes daquelas que reconstituem o movimento. São diferentes regiões do olho, com predominância de fotocelulas diferentes, rods ou bastonetes. A região ocular que percebe a imagem parada é a responsável pela percepção de detalhes, a área do olho denominada FÓVEA.
A área periférica é especializada em capturar o movimento.
A área central, é responsável pela percepção do PB e do azul e do amarelo e ainda, a intensidade e a luminosidade. A fotografia está mais relacionada com essa área. |
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| 2006 |
OlhoEyeOjo
Exposição Luz da Luz
SESC Pinheiros São Paulo |


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Esta é uma instalação complexa pois abrange vários locais do edifício. O idéia é explorar as janelas redondas da quadra poli-esportiva no último andar e daí irradiar a informação. Quando eu era criança, costumava ir frequentemente nessa região de Pinheiros, com meu pai, pois ele, advogado, tinha vários clientes pelo bairro. A vista dessas janelas transportou-me a essa época. Olhoeyeojo começa pela cobertura de duas delas por um adesivo gravado com a foto da iris de meu olho. Em duas outras foi colocada uma inscrição em LED, em cor verde: VEJO, VEMOS. Quando as pessoas se aproximavam era acionado um sensor de presença que fazia ouvir a gravação da música eletrônica composta por Anselmo Guerra, baseada na canção popular: Se essa rua fosse minha. À noite, os adesivos iluminados por potentes refletores, projetavam a imagem nas fachadas dianteira e trazeira do prédio. No andar abaixo, em um corredor fechado sem janelas, estava instalado um backlight do tamanho das janelas superiores com a foto da paisagem vista de uma delas tendo por cima um LED de cor verde com a palavra VEDES. |
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| 2007 |
Transluzir
Centro Cultural São Paulo
texto de apresentação de Maria Izabel Branco Ribeiro |
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| 2007 |
Suroh
Centro Cultural São Paulo |
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Meu interesse principal, como artista, nestes últimos quinze anos tem sido a luz como linguagem de arte. A luz é tratada numa intima relação com o espaço o qual molda com uma densidade colorida.
Suroh, uma variação sobre SUEDA, de 2000, é uma instalação inspirada no olho de Horus, deus egípcio; a luz maior da qual todas se originavam era o sol, o olho do deus Horus. O olhar de deus era a luz, não uma substância mas o próprio poder de ver, aberto trazia o dia. O bembem, pedra translucida colocada no topo dos obeliscos, captava a luz do sol.
O nome Suroh, Horus ao contrário, significa a luz da criação na arte, tendo a íris do artista como imagem.
Uma extensão de trinta e cinco metros de escuridão iluminada por luzes azuis à maneira das pistas de decolagem à noite, desemboca em um espaço habitado somente pela projeção, em luz, da imagem da íris da artista, gravada em gobo.
A foto digital é trabalho sobre foto original de Carlos Fadon |
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| 2010 |
200 milhões de anos: Árvore pedra
Santa Maria Federal University – RGS |


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Esta é a primeira parte de uma trilogia: semente, árvore, árvore pedra. Os elementos apresentados são árvores brasileiras (tabebuia, Ypê, e Lagerstroemia Indica, Resedá), suas sementes e amostra de uma árvore petrificada coletada em Mata, Rio Grande do Sul, com 200 milhões de anos. Esses três elementos são os atuantes em uma narrativa que se desenrola em uma apresentação poética, por meio de amostras científicas varridas pelos: Microscópio Eletrônico de Varredura e Microscópio de Força Atômica. O material foi trabalhado em programas de 3D para guardar as características da nanotecnologia, cujas imagens enfatizam a percepção tátil da topografia gerada pelos microscópios. A escolha de animações advém da característica do universo nano, onde os átomos estão em uma constante dança de energia. A escala do trabalho fica em menos de 500 nm, sendo que 1 nm = 1 bilionésimo do metro.
200 milhões de anos: Árvore pedra consta de dois vídeos e uma caixinha de madeira forrada de espelhos que abriga um porta- retrato eletrônico, onde roda um dos vídeos. Ele ativa uma amostra da árvore pedra, rastreado no Microscópio Eletrônico de Varredura do Instituto de Física da USP São Carlos. Sobre essa caixa é projetado o mesmo vídeo, em outra escala,- quando as pessoas se inclinam para olhar dentro fazem parte do campo de projeção na parede, e assim estão no mundo nano e dentro da memória.
Outro vídeo com material rastreado pelo Microscópio de Força Atômica, com maior poder de magnificação, do Laboratório de Filmes Finos do Instituto de Física da USPSP, é projetado diretamente na parede, vizinho ao primeiro.
O design sonoro é de Wilson Sukorski.
200 MILLION YEARS – PETRIFIED TREE
This is the first part of the trilogy; seed, tree, Stone tree. The elements are Braziliantrees (tabebuia, Ypê, e Lagerstroemia Indica, Resedá), its seeds and a sample of a200 million years petrified tree in Mata. These three elements are the extenuatingcircumstances in a narrative that unfolds in a poetic presentation, by means ofscientific samples scanned by the Scanning Electron Microscope and the AtomicForce Microscope. The matter was processed by 3D computer programs to keep thecharacteristics of nanotechnology, which images emphasize the tactile perception ofthe topography generated by the microscopes. The choice of animations comes fromthe characteristic of the nano universe, where atoms are in a continuous dance ofenergy. The working scale is less than 500 nm, being 1nm = 1 billionth of a meter. |
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| 2010 |
200 milhões de anos – DURÉE
#2 EmMeio – art exhibition
Museu Nacional da República – Brasília |


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A arte e a ciência buscam juntas dar forma ao inimaginável do universo quântico revelado pela grande magnificação tornada possível por meio dos microscópios eletrônicos. Os modelos comportamentais reinantes no ambiente da nanociência só são possíveis de se entender pela imaginação vivida dentro de uma mudança total dos parâmetros da física newtoniana. Como seres humanos somos parte de uma natureza em contínua complexificação a partir de átomos presentes em todo o universo. 200 MILLION YEARS – DURÉE Art and science together try to shape the invisible form of the quantum universerevealed by high magnification made possible by means of electron microscopes. Thebehavioral patterns prevailing in the nanoscience environment are only possible tounderstand by means of the imagination lived within a total change of the parametersof Newtonian physics. This nanoart project focuses on the vegetable kingdom and triesto poetically translate some of the conditions peculiar to the world of nanoscienceby means of a metaphorical narrative of a lapse of time lived in a seed, a treeand its petrifaction process in 200 million years. Samples of these moments werescanned by a Scanning Electron Microscope and an Atomic Force Microscope. Fromthese topographic images, animations were generated in 3D computer programssuch as 3D Max and the Blender. The installation project intention is to grow incomplexity applying a sound vibration with a haptic feedback, therefore closer tothe predominance of touch in nanoart. To experience the condition of the nanoenvironment, that of the energy in the limits of the matter, a chair was createdby applying to it a vibration motor that works following the sound fluency of theanimation. When sited, the visitor experiments the matter, seen as compact andstill, in its quality of atoms and molecules energy and experiences the animation as asensory perceptual set. |
ANIMAÇÕES
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| 1997 |
Trihex |
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animação computadorizada no programa 3D Studio 4 |
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| 2002 |
Mahamaha |

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Mahamaha, é um titulo fazendo uma blague com Mahabharata, pois maha em sânscrito é grande e bharata o nome do escritor.
O trabalho não se propõe em nenhum momento a ilustrar algo mas sim criar algo novo com a memória de algo tão antigo.
Este trabalho gira em torno de luz, sombra e transparência
A gênese de meus trabalhos está muito freqüentemente ligada à excitação da imaginação pela memória de algum episódio ou narrativa arquetípica sob a forma de lenda ou de mitologia.
Mahamaha, animação no 3d Max 3, nasce de um processo de anamnese semelhante.
A rica história sagrada vedanta da Índia, é narrada no épico sânscrito Mahabharata, cujo episódio mais conhecido é o Bhagavad - gita.
O que interessa para nós é o episódio do nascimento dos 100 filhos de Dhrtarastra com sua esposa Gandhari.
O rei era cego de nascença o que fez com que sua esposa vedasse seus próprios olhos para poder compartilhar sua percepção do mundo.
Gandhari, pelas bençãos das divindades, gera uma bola de carne a qual, durante cem anos, ela não dá a luz, foi preciso que Yasa-deva, uma expansão de Krisna, bata em seu ventre para que essa bola saia e então seja dividida em pedaços e colocados em recipientes onde foi colocada uma matéria nutriente. Desse método artificial nascem 100 filhos e uma filha.
Em Mahamaha, tomei as crianças como mundos individuais que deveriam dar origem a tudo o que é, e me ative a cinco indivíduos, os quais associei aos cinco elementos primordiais na herança védica: terra, água, fogo, ar e éter.
Durante o transcorrer da criação de Mahamaha, essa informação inicial foi se distanciando para dar lugar às exigências da própria obra que terminou por se concentrar em mundos divididos pela cor, cada um com características próprias de objetos alados, aéreos, aquáticos ou terrestres.
Na arte, o corpo, também é o campo de atividades e é composto pelos sentidos, pelas emoções, pela psique (alma e diz-se mesmo ele tem alma de artista), que se apoiam na mente (espirito), buscando na atualização da arte em uma obra, sua completude.
A luz externa ausente na visão de Dhrtarastra torna-se nesta animação o elemento principal de criação, portanto unindo a luz interna à externa.
Também é importante a conscientização do mundo globalizado em que vivemos, onde o local - a Índia antiga, nesta investigação a memória do épico sânscrito, é transportado para o lugar e época onde e em que vivemos e se atualiza num espaço outro que o mundo onde vivemos, o virtual.
As cores escolhidas no trabalho devem contribuir com grande peso para a linguagem visual.
O Azul é o universo alado, o Branco o da luz, os outros serão o Amarelo, o fonético, o Vermelho, o ctônico, e o Roxo, o onírico. Cada um com suas características próprias onde a iluminação ditará um pathos. |
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| 2002 |
Anarioso |
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VRML interativo no programa Cosmoworld |
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| 2002 |
Borbestrela |
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VRML interativo no programa Cosmoworld |
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| 2003 |
Ti-ama-ti |
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animação computadorizada no programa 3d Max |
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| 2003 |
OVO |
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poesia visual em 3D Max |
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| 2004 |
Me-uni-verse |
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animação computadorizada no programa 3d Max |
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| 2004 |
Still. Alone |
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Luca Curci et all |
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| 2004 |
La Hechicera |
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animação computadorizada no programa 3d Max |
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| 2007 |
Ma Vie |
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animação computadorizada no programa 3d Max |
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| 2009 |
Verdamor |
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animação computadorizada no programa 3d Max |
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| 2010 |
200 milhões de anos- Árvore pedra |
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animação computadorizada no programa 3d Max |
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| 2010 |
200 milhões de anos – Durée |
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animação computadorizada no programa 3d Max |
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STILLS
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STILLS são frames de animações geradas no 3DMax. Foi dada saída do computador, em processo fotográfico Kodak e papel metalizado, mostradas em Dois Momentos, 2005 e em Transluzir, 2006, e algumas ainda inéditas em Ma Vie, 2007. Nas duas exposições citadas, foram selecionadas imagens de animações. A seleção sofreu longa pesquisa sobre a diferente iluminação necessária à imagem parada, quando retirada da animação. Surgiram do registro de trabalhos, quando enviados para divulgação; a percepção dessa diferença suscitou o desejo de transformar esse processo em trabalho final para ser exposto.
Toda mensagem é revelada pela luz e é um produto da luz física conjugada à luz interior do espirito, a imaginação.
A primeira pergunta: o que é isto? Estas obras são fotografia?
São stills de animações computadorizadas com saída em papel fotográfico. São, portanto, semelhantes às fotos digitais em aparência, mas não em técnica.
São imagens híbridas como a maioria do que se entende por imagem, hoje.
Origem na minha obra: documentação de animações enviadas para registro em catálogos e afins. Na história das imagens animadas, os stills fazem a mesma função desde seu início uma vez que não é possível imprimir a imagem em movimento.
Nestes trabalhos, os stills vão além de registro para assumirem o papel da obra mestra.
Referência semiótica:
As imagens apresentadas não têm referente no real, nem são frutos de uma câmara nem analógica , nem digital, são atualizações visuais de um programa: 3D Max.
Qualidades:
Imagens Híbridas.
Origem:
Animação em 3D, portanto realidade virtual, não imersiva.
Tornando-se stills, paradas, guardam a memória de um instante, e ao contrário da fotografia já existiam em sua completude ao serem memorizadas, pois não são representações do real. O instante eternamente em mutação quando visto no monitor, recebe agora, a qualidade do registro que torna a imagem memória. |
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OBRAS COM O GRUPO SDVila |
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Anna Barros,com Alberto Blumenschein e Silvia Laurentis iniciou, em 1997, o Grupo SDVila (Sociedade Digital da Vila), dedicado à pesquisa e realização de trabalhos em arte e tecnologia. O primeiro trabalho do grupo The Wanderer - O Andarilho, texto genético interativo on line, foi indicado para o Prêmio Sérgio Motta de Arte e Tecnologia, em 2001.
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| 2006-2007 |
Viveiro Svetliná
Instalação multimídia, com som de Wilson Sukorski, na exposição Luz da Luz, SESC Pinheiros, São Paulo. |
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O projeto é uma intervenção poética visando construir um ambiente, um jardim do futuro onde convivem a natureza e a criação virtual: plantas e uma cascata em animação computadorizada.
Equipe: Alberto Blumenshein, Anna Barros, Nikoleta Kerinska, Rafael Carlucci e Lineu Belico dos Reis. Amibenteção sonora: Wilson Sukorski |
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ANNA BARROS - 2010
CONTATO: annabarros08@gmail.com |